Três países, 16 cidades, 104 jogos e 48 seleções. A Copa do Mundo de 2026 vai ser a maior da história do futebol, e o palco escolhido é a América do Norte. Estados Unidos, México e Canadá recebem juntos o torneio pela primeira vez, em uma edição que começa em 11 de junho e termina em 19 de julho de 2026.
A candidatura conjunta dos três países foi aprovada pela FIFA em 13 de junho de 2018, durante o 68º Congresso da entidade. Desde então, o mundo do futebol se prepara para uma Copa diferente de tudo que já foi visto, com mais seleções, mais jogos e mais países dividindo a festa. Se você quer entender como tudo vai funcionar, chegou ao lugar certo.
A edição de 2026 marca a estreia do formato com três anfitriões simultâneos na história da Copa do Mundo. A distribuição de partidas não é igual entre os países: os Estados Unidos concentram a maior fatia, com 11 cidades e 78 jogos, enquanto o México recebe 13 partidas em três cidades e o Canadá acolhe os 13 restantes em duas cidades.
Cada nação tem a sua própria identidade na competição. O México será o país mais experiente em campo: já sediou o torneio em 1970 e 1986. Os EUA receberam uma vez, em 1994, edição vencida pelo Brasil. Já o Canadá estreia como anfitrião de um Mundial. Três histórias diferentes, uma Copa só.
Os EUA são o coração logístico da Copa de 2026. Com 11 cidades-sede e 78 partidas, incluindo todas as quartas de final, as semifinais e a grande final, o país concentra o peso das fases decisivas do torneio. A final acontece no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, no dia 19 de julho, com capacidade para mais de 82 mil torcedores.
As cidades americanas que receberão jogos são: Nova York/Nova Jersey, Los Angeles, Dallas/Fort Worth, São Francisco/Bay Area, Miami, Seattle, Boston/Foxborough, Atlanta, Kansas City, Filadélfia e Houston. É uma viagem pelos maiores mercados esportivos do país, com estádios que já sediam NFL, MLB e grandes eventos internacionais.
O México faz história ao se tornar o primeiro país a sediar três Copas do Mundo, após as edições de 1970 e 1986. E não poderia haver abertura mais simbólica: o jogo inaugural da Copa 2026 acontece no Estadio Azteca, na Cidade do México, no dia 11 de junho, com a seleção mexicana em campo contra a África do Sul.
As três cidades mexicanas na Copa são: Cidade do México (5 partidas no Azteca), Guadalajara (4 partidas no Estadio Akron) e Monterrey (4 partidas no Estadio BBVA). O Azteca é um dos estádios mais icônicos do futebol mundial, palco de lances históricos como o gol de mão e o gol do século de Maradona, ambos em 1986.
Para o Canadá, 2026 tem um sabor especial: será a primeira vez que o país recebe jogos de uma Copa do Mundo. As duas cidades escolhidas são Toronto (BMO Field, com capacidade para 45 mil torcedores após a ampliação) e Vancouver (BC Place, com cobertura retrátil e 54.500 lugares). As duas cidades recebem 13 partidas no total.
O BMO Field, em Toronto, sedia a estreia da seleção canadense no dia 12 de junho, e o BC Place, em Vancouver, recebe sete partidas. O Canadá entra no Mundial como anfitrião e com uma geração promissora no futebol, capitaneada por nomes que atuam nas principais ligas europeias.
A edição de 2026 não é apenas a maior em número de países-sede. Ela também inaugura um novo formato de disputa, aprovado pela FIFA em 2017: 48 seleções participantes, contra as 32 das edições anteriores.
Na fase de grupos, o torneio passa a contar com 12 grupos de quatro seleções cada. Os dois primeiros de cada grupo avançam, e os oito melhores terceiros colocados também se classificam. Com isso, o mata-mata começa mais cedo: a partir dos 16-avos de final, com 32 times, adicionando mais uma rodada de eliminação ao caminho até a final.
O Brasil está no Grupo C e faz todos os três jogos da fase de grupos nos Estados Unidos. A seleção, comandada por Carlo Ancelotti, estreia no dia 13 de junho contra Marrocos no MetLife Stadium (Nova York/Nova Jersey), enfrenta o Haiti no dia 19 de junho no Lincoln Financial Field (Filadélfia) e fecha a fase de grupos contra a Escócia no dia 24 de junho no Hard Rock Stadium (Miami).
Os horários dos jogos do Brasil no horário de Brasília são: 19h no duelo contra Marrocos, 21h30 diante do Haiti e 19h no confronto com a Escócia. A CBF escolheu como base de treinamento o Columbia Park, em Morristown (Nova Jersey), a apenas 30 minutos do MetLife Stadium. Caso avance para o mata-mata, o Brasil vai a Houston (se terminar em 1º no grupo) ou Monterrey, no México (se terminar em 2º), para os 16-avos de final no dia 29 de junho.
A cerimônia de abertura acontece no Estadio Azteca, na Cidade do México, no dia 11 de junho de 2026. A partida inaugural coloca o México frente à África do Sul, reunindo dois países anfitriões do futebol mundial num jogo carregado de simbolismo histórico.
A grande final está marcada para o dia 19 de julho no MetLife Stadium, em East Rutherford (Nova Jersey). O estádio, inaugurado em 2010 e casa dos times de NFL New York Giants e New York Jets, tem capacidade para mais de 82 mil pessoas e será o cenário do encerramento do maior Mundial da história. Os horários dos jogos no Brasil variam entre 13h, 16h, 19h e 22h, conforme o fuso horário de cada cidade-sede.
A decisão da FIFA de aceitar a candidatura conjunta foi motivada por razões práticas e logísticas. O novo formato com 48 seleções e 104 jogos exige uma infraestrutura muito maior do que qualquer país conseguiria viabilizar sozinho no prazo disponível. A distribuição entre EUA, México e Canadá permitiu aproveitar estádios já existentes, com alta capacidade e padrão de atendimento internacional.
Além disso, a América do Norte é um dos maiores mercados consumidores de esportes do mundo. Ter o torneio na região era uma aposta estratégica da FIFA para impulsionar o futebol nos Estados Unidos e no Canadá, dois países com ligas profissionais em crescimento acelerado (MLS e Canadian Premier League). O resultado prático é um Mundial espalhado por três fusos horários e milhões de torcedores prontos para lotar os estádios.